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IA impulsiona corrida por infraestrutura bilionária

José Maurício Caldeira - IA

José Maurício Caldeira, sócio e membro do Conselho de Administração da Colpar Brasil

SãO PAULO, BRAZIL, April 20, 2026 /EINPresswire.com/ -- Uma base física robusta é necessária para treinar as Inteligências Artificiais, que podem melhorar a produtividade até 2,3% ao ano na América Latina, atacando um dos maiores estrangulamentos da economia, afirma José Maurício Caldeira.

Com a Inteligência Artificial a ganhar cada vez mais espaço na rotina profissional e pessoal de empresas e indivíduos, as gigantes tecnológicas travam uma corrida intensíssima para ver quem assume a liderança. Só este ano, Meta, Alphabet, Microsoft e Amazon preveem investir mais de 600 mil milhões de dólares em infraestruturas de IA — a base física e tecnológica necessária para treinar modelos de Inteligência Artificial generativa. Isto inclui chips de alto desempenho, centros de dados de grande escala, redes e armazenamento de dados, bem como sistemas avançados de refrigeração, uma vez que os chips de IA geram muito calor.

A dimensão geopolítica também está presente na corrida pela liderança em Inteligência Artificial. Estados Unidos e China — que agitou o mercado de IA generativa até então dominado pelos norte-americanos com o lançamento do DeepSeek — disputam a dianteira tecnológica. Ambos procuram reforçar as suas capacidades em áreas estratégicas como chips avançados, computação em nuvem e investigação em algoritmos. Para muitos analistas, a IA tende a tornar-se um dos principais motores de competitividade económica e de influência global nas próximas décadas.

“Os investimentos são avultados porque ninguém quer ficar para trás”, afirma José Maurício Caldeira, sócio e membro do Conselho de Administração da Colpar Brasil, holding que atua em vários sectores, como agronegócio, indústria e urbanismo. “Ninguém quer correr o risco de ficar afastado da liderança deste mercado de biliões de dólares e perder o comboio da história”, acrescenta Caldeira.

A grande aposta das grandes tecnológicas é que os ganhos de produtividade proporcionados pela Inteligência Artificial irão compensar os investimentos massivos. O receio do mercado, contudo, é que exista uma bolha da IA que possa rebentar em breve, como aconteceu com a bolha da internet no início dos anos 2000 e outras inovações ao longo da história.

As perspetivas, até ao momento, parecem positivas. A agência de notação financeira Moody’s, que compila dados e informações de empresas e organizações dos mais variados sectores, estima que a IA pode gerar ganhos médios de produtividade de 1,5% ao ano na próxima década. Esta percentagem dependerá de fatores como a composição da força de trabalho, demografia, maturidade tecnológica, nível de desemprego e custos laborais, segundo a Moody’s.

Para a consultora McKinsey, a Inteligência Artificial tem um grande potencial na América Latina. Num estudo apresentado no último Fórum Económico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, a empresa demonstrou que avançar na adoção da IA na região pode aumentar a produtividade entre 1,9% e 2,3% ao ano até 2030 e criar entre 1,1 e 1,7 biliões de dólares em valor económico anual adicional a nível local.

“A baixa produtividade da economia da América Latina, que há anos tem ficado abaixo da média global, é um dos entraves ao crescimento robusto e sustentado da região há muito tempo”, afirma José Maurício Caldeira. “Temos diante de nós uma oportunidade que exige esforços e investimentos coordenados para produzir resultados.”

De acordo com a análise da McKinsey, há ainda muito trabalho pela frente. Atualmente, apenas um quarto das organizações latino-americanas está a gerar algum valor económico a partir do uso de IA, e apenas 6% reportam uma criação significativa de valor.

A consultora sugere que, para acelerar esta transição, as empresas devem repensar tanto os processos centrais como os modelos de negócio, e não apenas procurar ferramentas que tragam ganhos incrementais de produtividade. Sectores como a agricultura, mineração, energia e turismo — nos quais a América Latina já se destaca — poderão gerar os maiores resultados, transformando-se em vantagens competitivas duradouras.

“Pelo seu poder transformador, a IA tem potencial para ser um dos avanços tecnológicos mais relevantes da história recente, com impacto transversal a vários sectores económicos”, conclui José Maurício Caldeira. “Precisamos de uma abordagem que inclua infraestruturas físicas e tecnológicas, qualificação da mão de obra, governação e colaboração regional para tirar o máximo partido deste momento de transformação global.”

Silvania Dal Bosco
ECCO Escritório de Consultoria em Comunicação
+55 11 3888-1144
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